Meu Carnaval com Deus (e o Diabo)


Carnaval é a época do pecado: sexo, bebida, sexo, diversão, sexo, folia, sexo, azaração, sexo, e muito barulho. Posso parecer um idoso falando desse jeito, mas não gosto do carnaval. Muito estardalhaço, aglomeração. A única parte do carnaval que aprecio, posso ter em outros períodos do ano. Logo, por não gostar da confusão dessa época, quase sempre prefiro ou me trancar em meus aposentos, ou ir para um lugar tranquilo muito longe desse burburinho todo. A melhor saída que encontro para sair e espairecer são os retiros “espirituais” oferecidos pelas igrejas, como uma alternativa de diversão sadia nessa data tão “pecaminosa”. Pode parecer confuso ao leitor que conhece meu ateísmo saber que prefiro passar cinco dias num clima que prioriza a oração, estudo da bíblia e a espiritualidade, do que na folia me embebedando e transando feito coelho. Tenho minhas razões para não gostar do carnaval, mas isso não cabe aqui. De qualquer forma, nesse ano passei meu feriado carnavalesco com os irmãos da Igreja Adventista do Sétimo Dia da cidade de Macapá, Amapá.

Os adventistas são conhecidos por serem conservadores, por guardarem o sábado como dia santo e sagrado, e também por se absterem de certos alimentos, por entenderem que eles são impuros (vide Levítico 11). Vendo assim, eles não parecem ser uma boa companhia para se divertir. Pelo contrário, eles são bastante divertidos (desde que não se discuta com eles assuntos de cunho teológico), e foi por isso que resolvi unir-me a eles nesse retiro. Minha principal intenção era comungar (não se assustem com as expressões religiosas no meio do texto, isso é consequência de alguns dias de convivência) com amigos que pertencem a essa denominação e conhecer novas pessoas; aliás, fiz boas amizades. Além das pessoas, queria também poder relaxar, curtir um pouco o verde, tomar banho nas águas frias de um rio, praticar algum esporte (meu corpo ainda está completamente doído dos excessos esportivos), enfim, poder sair um pouco da rotina dependente do computador. Consegui fazer isso em parte.

O local onde fomos acampar era tranquilo, banhado por um braço de rio de água geladinha (mesmo nos dias mais quentes), todo arvorado, com dois galpões, onde ocorriam os momentos de devoção, com campos de areia para jogar vôlei e futebol. Um local muito oportuno para diversão e relaxamento. Chegamos no comecinho da tarde de sexta-feira, montamos nossas barracas, e “fomos” fazer o culto de pôr-do-sol para recepcionar o sábado (para os adventistas os dias são contados de um pôr-do-sol a outro, e não pela meia-noite, como é habitual). O sábado é um dia cheio de exigências, pois não se pode executar nenhum tipo de tarefa que traga benefício próprio, nem receber dinheiro e nem nada que demande esforço físico. Esse sábado no, segundo os crentes do acampamento, “arraial dos santos” foi um dia de estudo e descanso, onde não havia permissão nem para jogar uma bolinha. Nesse ponto o sábado foi (é) um dia enfadonho. O dia correu muito sossegado, cheio de conversas e risadas. Isso durou até o começo da noite, quando foi feito outro culto vespertino para receber o primeiro dia da semana, o domingo. Foi então que começou a agitação.

Depois do toque de recolher, por volta de mais ou menos 23hrs, todos se encolheram em suas barracas pra dormir. Mas no meio da noite sou desperto do sono com gritos e alvoroço, quando acordo, percebo que estou sozinho na barraca (que eu estava dividindo com um amigo). Saio ainda meio sonolento e vejo uma amiga, com quem tinha conversando algumas horas atrás, tendo algo como que um ataque de vômito, todavia atrás dela os gritos são mais altos. Vou então ver o que está acontecendo. Vejo um adolescente, cujo nome não vale citar, passando muito mal, se retorcendo enquanto alguns irmãos estão segurando-o e orando em seu peito. Ajudo a segurá-lo. Ele grita com força tentando se libertar de nossas mãos, enquanto grita “Me liberte desses demônios!”. Um jovem rapaz ora em cima do adolescente que está se debatendo. Isso durou cerca de uns dez minutos até que ele, o adolescente “possuído”, ficou mais calmo. Nesse ínterim, a jovem que vi como se estivesse vomitando quando saí da minha barraca, estava aos gritos, vociferando um amontoado de frases com uma voz distorcida e gutural. Ela também estava “possessa” pelo Belzebu, vulgo Capeta.

 (Adendo: não é a primeira vez que me deparo com um caso de suposta possessão. Já vi umas tantas outras vezes e casos muito mais “assustadores”. Só estou avisando pra que não fiquem pensando que fiquei impressionado, o que não aconteceu. Voltando.)

 O caso dessa jovem foi muito mais incisivo porque ela demonstrava estar muito mais envolta na áurea “demoníaca”. O barulho que estava causando não demorou pra acordar quase todos os acampantes. Porém um pouco antes de formar-se um grupo grande em volta da endiabrada, um dos homens que a estava segurando pediu-me pra segurá-la, pois estava cansado. Foi o início do show. Quando segurei seu braço e minha amiga percebeu que era eu, o único ateu do retiro, começou a gritar: “Ricardo, é tu Ricardo?”, “Olha pra mim! Tá vendo, é tudo culpa tua!”, “Tu ainda não acredita que eu existo?” e um monte de outras coisas. Previsivelmente todas as atenções se voltaram para mim. Mas ignorei a pobre moça e o que ela falava. Meu foco era saber se aquilo era real ou não, por isso me detive em observar todos os detalhes possíveis. Além da observação, preocupei-me em fazer alguns “testes” pra verificar a autenticidade da possessão. A primeira coisa foi a mais simples, e foi tão esclarecedora que nem resolvi ir em frente: como estava segurando o braço da endemoninhada, torci o pulso com bastante força tencionando como se o fosse quebrar, o que foi suficiente pra que a dita possessa tomasse um susto muito humano e natural; mas vendo que percebi sua reação, voltou ao teatro e gritou “Você quer quebrar o braço dela?”. Pelo o que me consta, segundo a tradição de possessões, quem está com o “diabo no couro” não costuma sentir dor, haja vista não serem donas do próprio corpo. Entretanto, a torção que fiz no punho da guria surtiu o devido efeito. Durante todo o período em que o teatro manteve-se, foram mais de três horas, ela se debatia e gritava; e na maior parte do tempo, estava falando meu nome. Muitas vezes ela cansava (não sabia que o Diabo cansava tão fácil assim), e algumas vezes a ouvi dizer, nuns lapsos da atuação, “ai meu deus” com voz absolutamente normal. Ela deixou sair a sandália e logo procurou calçá-la (porque o demônio não gosta de sujar seus delicados pés), mas quando viu que tinham percebido esse detalhe procurou logo livrar-se das duas sandálias. E como o Diabo é um acusador (vide Apocalipse 12:10), a jovem não demorou em apontar os pobres irmãos que tentavam ajudá-la, no entanto, ela só citou nominalmente apenas aqueles que faziam parte de seu círculo de conhecidos (porque o Diabo tem uma memória falha). Dos que ela conhecia, mas não tinha do que acusar, ela apenas disse o nome, e dos que não conhecia, falava mas não dizia o nome. O espetáculo durou cerca de três horas, como eu já disse. Fui afastado de perto dela por estar provocando a atuação do Belzebu na jovem. E enquanto estive fora do seu campo de visão, ela vez ou outra me chamava. Caso vocês não saibam, o Diabo é um grande evangelizador pois num dado momento, a jovem disse mais ou menos assim “Se o Ricardo não se ajoelhar e se arrepender do que pensa, não vou sair dela”. Em outro momento, “Isso não abala nem pouco a tua fé Ricardo?”. Coitado, o Diabo estava confuso. Como era de se esperar, não ajoelhei e nem entreguei meu coração pra Jesus (mas caso alguma menina esteja interessada nele…), porém o Capeta cansou e foi embora, deixando a jovem em paz.

Como os adventistas não têm em seu histórico a fama de bons exorcistas, o que vi foi uma balbúrdia na patética tentativa de tirar o Diabo do couro da jovem. Foi um transe coletivo. Pessoas chorando desesperadas (aquilo era novidade pra maioria delas), gritando, cantando, lendo trechos da bíblia. Uma verdadeira confusão. Naquele clima de espiritualidade, o espetáculo facilmente impressionou a todos. O impacto emocional foi muito forte na fraca mentalidade religiosa daquele grupo. Sem contar que o fato do Capeta ter implicado comigo, foi como uma espécie de desafio aos crentes do acampamento: fui bombardeado em diversas conversas que tentavam mostrar-me que Deus se preocupava comigo a ponto de deixar que uma filha dele fosse possuída para me mostrar sua “maravilhosa luz”. Não mostrou.

O que mostrou, e não foi Deus, mesmo foi que ainda existe um grupo, vasto grupo, que alimenta a absurda ideia de que existe um ser maligno engajado em assustar e aterrorizar a vida dos “servos de Deus”, e de que manifesta-se no corpo de jovens, crianças e adultos afim de lhes perturbar a vida ou de, curiosamente, apontar um caminho para Deus. Lembram-se do primeiro “possesso”, o adolescente que fui ajudar antes da guria? Pois bem, o que ele sofreu não foi atuação de Lúcifer, mas sim um ataque de epilepsia, pois havia esquecido-se de tomar a dosagem do remédio controlado. Essa mentalidade ainda predomina e é perigosa, porque assemelha-se muito a percepção medieval de que surtos ou ataques psicóticos ou mesmo ataques de epilepsia sejam atuação demoníaca. Isso é fruto de um embrutecimento voluntário do intelecto que impossibilita visualizar determinados acontecimentos de forma um pouco mais esclarecida. Michel Foucault mostra muito bem como a percepção da loucura foi vista no decorrer dos séculos, de manifestação satânica até os diagnósticos médicos atuais, no seu livro “A História da Loucura”. Se um psicólogo ou psiquiatra estivesse presenciando os acontecimentos que relatei a vocês, a percepção ia ser totalmente distinta da que os irmãozinhos tiveram. Não se pode nutrir esse ponto de vista, o de que existe um Diabo atuando nas pessoas, por muito tempo quando se estuda o básico da literatura psicológica. Nem o diabo, nem deus (agora com iniciais minúsculas), existem para fazer qualquer coisa com ninguém, e a cada vez que presencio essas manifestações “sobrenaturais”, mais convencido fico disso.

Como vocês já perceberam meu carnaval foi agitado. Muito melhor e mais interessante do que apenas ficar porre e engravidar alguém desconhecido. Mas cuidado, leitores, se o Diabo não está no carnaval, ele pode estar atrás de você, então não olhem para trás quando terminar de ler esse texto, pode ser perigoso.

Sobre Ricardo Silva

Sem talento para auto definições.
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10 respostas a Meu Carnaval com Deus (e o Diabo)

  1. lucas diz:

    ola amigo, li o seu texto!!! confesso você é muito bom em suas palavras, porem se conseguissemos provar que Deus existe ele deixaria de ser Deus, outra coisa vc não pode tirar suas proprias conclusões em dizer que não foi um posseção afinal vc não é nenhum pisicologo ou psiquiatra !!! então se vc não acredita em Deus não fique usando a sua palavra pra levantar suas proprias conclusões, até porque se você não sabe (tambem acreditamos que a biblia foi inspirada por Deus), então não use-a para levantar suas teorias hereticas sobre a existencia de Deus….para concluir quero dizer que o Deus que eu conheço ainda vai fazer você sentir o peso de suas mãos.

  2. Ariane Castillo diz:

    Olha só, caro Ricardo… você conquistou uma nova leitora. Muito massa o seu texto! Li apenas dois e já é o suficiente para perceber seu dom, talento, como preferir… estou anciosa e curiosa a cerca de suas próximas publicações! A cada texto seu lido, formulo ou reformo algum conceito meu (um dia ainda vamos conversar sobre algumas coisas, por enquanto me contento e delicio com sua brilhante escrita), parabéns viu!

  3. criticfilis diz:

    lindo texto, engraçado e inspirador para os amantes da sabedoria.
    Sou cristão, Creio que Existe a essência, formulei minhas conclusões, que são pensadas.
    e fiquei admirado, pelo seu estilo de vida e um pequeno fato da sua existencia.
    contunue criando suas ideias é disto que o mundo precisa ORIGINALIDADE.
    Que DEUS te Abençoe…

  4. Pedro Cabral diz:

    O problema não está na crença da existência ou não de Deus, pois se existimos é porque algo nos criou. O problema está na natureza do criador. O Universo é infinito, portanto, nada pode criar o Infinito, uma vez que nada pode ser maior que ele. Então só nos resta uma alternativa: O próprio Universo é o criador. Mas como o Universo seria o próprio criador? Sabemos que tudo no Universo é regido por uma linguagem matemática. Hoje, os cientistas já sabem queo universo todo é permeado por uma energia. Eles a chamam de Energia Escura, porque não a vêem. Ora, uma Energia infinita e regida por uma linguagem matemática é uma Energia Inteligente. Logo, o próprio Universo é um campo infinito de energia inteligente, mas não Consciente, pois não faz sentido a existência de um ser que não conhece sua própria dimensão, já que é infinito (pelo menos, segundo Huberto Rohden esta forma de consciência que conhecemos). Esta teoria se encaixa na filosofia taoista que diz: Tao (o Universo Imanifesto, Deus) gera Ki (uma energia secundária já pertencente ao universo relativo), pois se divide em Yang e Yin e gera tudo que existe. É daí, talvez, que surgiu a frase “Deus criou o universo” traduzindo como Tao (o Universo Infinito) criou Ki (o universo relativo), somente assim ela faz sentido. E isso me leva ao conceito de que estamos dentro de um CHIP INFINITO, o Universo com todo seu mecanismo interno seria, portanto, um COMPUTADOR INFINITO, não manobrado por alguém de fora como no filme Matrix, mas manobrado por nós mesmos. Qualquer coisa que quisermos fazer podemos, desde que obedeçamos suas leis (manifestadas na matemática, física e química). Ora, se consideramos Deus como uma Inteligência Infinita, o seu oposto seria o nada e a ignorância e não o diabo, uma figura humana distorcida com chifres e pé de bode. Para quem quer se aprofundar neste assunto escrevi o livro O MITO DO DEUS PAI publicado pela EDITORA BIBLIOTECA 24X7 e que pode ser adquirido diretamente no SITE DA EDITORA ou na LIVRARIA CULTURA. Ele discute o Universo Inteligente, senhor de sua própria criação. Entretanto, este não é um livro materialista, pois mostra que somos quantidades ínfimas de energia gerada pela vibração da Inteligência Infinita até adquirimos consciência através das sucessivas reencarnações em corpos materiais até evoluirmos para Seres Superiores (Espíritos de Luz).
    Infelizmente, este é um assunto sobre o qual as pessoas se recusam a falar e até a pensar. Elas têm medo, horror mesmo do desconhecido e isso leva ao comodismo de aceitar as explicações burlescas dos religiosos inclusive de que quando se sofre é por que o deus pai gosta muito de nós e está nos pondo a prova para ver nossa o grau de nossa fé. Esta é a desculpa que os religiosos têm par justificar a miséria humana. Como psicanalista posso assegurar que esta é uma atitude de transferência dos nossos pais biológicos que nos protege quando criança para um pai mais poderoso que nos protegerá quando adultos. Recebi um E-mail que trazia uma lenda cherokee da iniciação de um jovem ao estado adulto. Nela ele ficava de olhos vendados a noite toda a mercê de toda sorte de perigos, mas ao acordar e tirar a venda dos olhos viu que seu pai estava ao lado dele o tempo todo. Comparava a mensagem a Deus nos protegendo. Respondi então: Se Deus está ao nosso lado, por que então ele não protege seus “filhos” como o pai do índio e evita tanta desgraça, tanto assassinato no meio do mundo. Esta é a razão pela qual nossos antepassados tomaram os extraterrestres que assomaram em nosso céus como deus e sua comitiva de anjos que vieram trazer justiça à Terra, fazendo prosperar os bons e aniquilando os maus, imagem esta bem retratada nos textos bíblicos e que perdura até hoje, mas o Infinito não pode se reduzir ao finito (aspecto humano). Assemelho esta condição a de dois personagens lendários de nossa história. O primeiro chamado de Bartolomeu Bueno da Silva vendo as índias ricamente adornadas com chapas de ouro procurou saber sua procedência. Como ela se recusaram a lhe informar ele pôs fogo a uma tigela contendo aguardente, afirmando que, se não lhe desse a informação lançaria fogo em todos os rios e fontes. Com medo, os índios informaram o local e o apelidaram de Anhangüera (em tupi, añã’gwea), diabo velho. O outro persongem é Diogo Álvares Correia que recebeu o apelido de Caramuru (palavra tupi que significa lampreia) ao afugentar indígenas que o queriam devorar, matando uma ave com um tiro de arma de fogo. O náufrago português foi bem acolhido pelos índios Tupinambás que o chefe deles, Taparica, lhe deu uma de suas filhas.

    Pedro Cabral Cavalcanti – pcabralcavalcanti@gmail.com

  5. Cícero Araújo diz:

    Cara… tú é foda mesmo, legal o texto e, que “inveja”, pois não consigo escrever bem e muito, basta dizer que estou com a “porra” de um tcc e não consigo sequer começar. Valeu.

  6. Edmar Oliveira diz:

    Ricardão, belo texto. Seu carnaval teve muito mais folia que na Sapucaí. Divertido, hein. Eu também não curto essa festa. Jamais curti. Tampouco aproveitei o período do “diabo solto” num retiro espiritual. Achei sua aventura interessante. Quem sabe, em 2013, eu não passarei os 4 dias de folia num convento? Seria uma boa, né. Abraço, Ricardão (“Olha o Ricardão/cuidado com o João/Olha o Ricardão/o cara é comilão”)

  7. Rafael sá diz:

    bom conto… rsrs eu li tudo, axei engraçado

  8. Marcella Viana diz:

    Eu olhei para tras, droga, e dei de cara com meu irmao. Fudeu!

    Parabens pelo texto Ricardo, curti a naturalidade de tuas palavras, abraços!

  9. Tom R diz:

    Muito engraçado! Torcer o pulso da menina e ela levar um susto foi genial! E você tem uma facilidade com a escrita que admiro.

    Mas, quanto mais leio seus textos sobre o ateísmo, mais me convenço que são textos antiteístas; anticristianismo. E isso não é bom…

    Abraços.

  10. Ricardo,

    Que texto intenso! Penso que talvez tenha ocorrido histeria que de certa forma se propagou para quem estava no acampamento.

    http://lucianasantarita.blogspot.com/

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