Carta ao pênis


Saudades, amigo. Já não paramos para conversar há tanto tempo! Mas resolvi falar um pouco com você porque não estou aguentando mais e também porque eu vi uma vagina (que desejo muito que você a conheça) receber uma carta falando sobre nós, assim no geral, e resolvi te escrever essa por causa daquela. Já faz um tempo hein amigo! que nós éramos unidos e não tínhamos tantas recriminações em cima de nós. Somos tão mal vistos pelas vaginas e mulheres por aí hoje em dia. Elas que ficam reclamando tanto que não as entendemos, pouco sabem de nós, exceto o que uma fala pra outra, e tudo cheio de exagero. Sei que você tá com raiva de mim porque eu não consegui um encontro seu com a Larissa, aquela menina que mora a algumas quadras daqui, mas a vagina dela tá fazendo doce. Taí uma coisa que não gosto, amigo: as mulheres e suas vaginas nos querem, mas ficam dizendo que não só porque isso faz parte do desafio da conquista! Elas poderiam nos poupar disso. Não sei se você ainda se lembra da vez que nós nos encontramos com aquela minha professora de geografia e a vagina dela e o que ela nos disse: pra quê ficar perdendo tempo dizendo que não, quando o que se mais quer é dizer o sim? Aquela minha professora sabia das coisas. E eu bem que vi você se dando muito bem com a vagina dela. Ficaram num chamego só, não paravam de cochichinhos e risadinhas. Aquela foi uma boa noite a que passamos juntos. Por isso te peço desculpas cara: nem todas as vaginas e mulheres são como a minha professora de geografia. Nem todas entendem que muitas vezes nós fingimos que não somos românticos, mas ficamos todos derretidos quando elas falam que nos amam, não entendem que às vezes bancamos uma de fortes e inabaláveis, mas que somos tão sensíveis quanto elas. Nem todas nos entendem amigo!

Sei que você fica com raiva quando elas dizem que sou apenas um suporte teu, que apenas a tua cabeça pensa, que se tu recebes o carinho de forma certa, topamos tudo. Elas não entendem nossa amizade.  Não sabem como nos dói ver que elas nos rejeitam, de ver que elas nos esnobam. Elas não sabem como dói isso. Elas sempre nos acusam de que somos machistas, mas parece que elas se comportam de um jeito mais machista do que a gente. Às vezes nos sufocam se comportando assim. Só nós dois (e a minha professora de geografia também) é que sabemos o que é ser o que somos. As vaginas e suas mulheres precisam ser um pouco mais flexíveis e ver que nos esforçamos em agradá-las, que muitas vezes lemos errado os sinais que elas nos enviam, que tentando fazer o certo metemos os pés pelas mãos e acaba saindo tudo errado. Elas não se esforçam em nos entender, elas não contém a risada quando fazemos feio na hora H ou mandam aquela merda de frase “calma, isso sempre acontece” ou pior “isso é normal”. Você fica irritado com isso e eu também. Ok que somos novos ainda, erros de percurso também acontecem com a gente.

Ô amigo, vou ter que ir. Vou ver se agilizo as coisas lá com a Larissa, e desculpa por ainda não ter cumprido a promessa de ter fazer conhecer a vagina da Scarlet Johansson, vai dá um trabalhão, mas não vou desistir fácil assim não. Até mais amigo!

Abraços,

Ricardo.

Sobre Ricardo Silva

Sem talento para auto definições.
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