A Efemeridade na Fotografia de Larissa Dare


Larissa Dare (seu braço pelo menos)

A fotografia é uma arte sutil, refinada. Onde mesmo que o artista mire o universo em suas fotografias, ele tem que ter um ponto de vista particular para mostrá-lo. Isso exige tino, um olhar afiado para perceber beleza onde poucos conseguem vê-la. Essa arte exige uma dose de sensibilidade e uma grande dose de talento. Existem grandes talentos desconhecidos por aí, talentos que transmitem em suas imagens a força de um olhar apurado, de um olhar que consegue visualizar além do meramente cotidiano ou ainda ver justamente nesse “meramente cotidiano” a matéria-prima para seu trabalho. Uma fotógrafa de grande talento que descobri há pouco, foi uma paulistana chamada Larissa Dare, que carrega na sua objetiva uma gama de experiências e texturas que deixam os espectadores de suas fotografias em suspensão.

A câmera de Dare é irrequieta e observadora, espreita o momento fugaz para entrar em ação.  Soba influência daquele que é considerado o pai do fotojornalismo, Henri Cartier-Bresson, Larissa Dare fotografa com os olhos de quem não permite nenhum detalhe passar. Ela deixa suas imagens carregarem uma densidade que surpreende, uma paradoxal leveza que nos deixa extasiados.

Essa paulista de apenas 19 anos, tem na sua maneira de fotografar peculiaridades que prendem qualquer amante de fotografia: o ângulo oblíquo, a sobriedade na delimitação das sombras, uma profundidade aguda nas imagens que retratam o olhar,  o austero peso dos velhos imóveis abandonados nas grandes cidades, uma espécie de melancolia da vida urbana, e também uma sensualidade que prioriza as minuciosas camadas de beleza contida tanto na fotografia em si, quanto na modelo que está sendo fotografada.

Larrisa Dare é uma fotógrafa do momento. Segundo ela o fascinante da fotografia está no fato de “saber que cada momento é único e o que está aqui agora, daqui alguns segundos já não vai mais estar”, e que ela tem a oportunidade de eternizar esses efêmeros acontecimentos através de sua objetiva.

A jovem fotógrafa ainda tem muito para nos mostrar através de suas imagens; muito que nos revelar da vida urbana, dos acontecimentos pequenos que nas suas lentes (apesar de ser um pouco esquiva quando se trata de lentes, pois “a maioria das lentes me irritam na verdade, sempre tem alguma falha chata”) podem tomar proporções colossais. Larrisa Dare tem uma visão diferente, um toque refinado, um clique certeiro, onde nenhum detalhe passa despercebido; tem uma leveza doce e também uma crueza suave nos seus retratos. Dare ainda tem muito para nos mostrar, ainda tem muito para nos surpreender.

Conheçam o flickr de Larissa Dare.

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Sobre Ricardo Silva

Sem talento para auto definições.
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Uma resposta a A Efemeridade na Fotografia de Larissa Dare

  1. Trabalho excelente! Sou um entusiasta do Preto & Branco na fotografia, e Larissa Dare sabe usar muito bem esse contraste radical entre os dois pólos da cor. Esperemos novos cliques, concordo com Ricardo Silva, ainda seremos surpreendidos e não será pouco.

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