Sexo, Álcool, Drogas, Jazz e o triste fim de Amy Winehouse


Cantora britânica dona de uma das maiores vozes femininas da música contemporânea, Amy Winehouse está dentro do céu máximo dos grandes expoentes da música. Com sua voz forte, inesquecível, intensa, Amy formou uma legião incontável de fãs no mundo todo. Sua presença marcante, seu jeito debochado, suas atitudes insólitas, fizeram dela uma espécie de mito vivo da música.

 Tendo ganhado sua primeira guitarra aos 13 anos de idade, e já tendo formado uma banda de jazz aos 10, e cantando profissionalmente aos 16, Amy já dava mostras de seu talento. Mas no começo ela ainda era tímida, cantava com certo receio. No entanto era uma compositora de mão cheia. Assinando um contrato com a Island Records, Amy estréia no mundo da música de forma colossal com seu estrondoso CD Frank (2003). Foi ela que escreveu todas as letras que estão nesse CD. O sucesso foi imediato, tanto de público quanto de crítica, que via nela uma renovação do jazz e do blues. Com uma voz de tirar o fôlego, Amy lotava casa de shows e ganhava prêmios com suas composições. Estava iniciada uma carreira promissora. Ela era a grande aposta da música contemporânea. Uma branca com voz de negra. Com música do tipo Stronger than Me, Fuck me pumps ou Cherry entre outras que compunham Frank, Amy mostrava a inteligência e perceptividade de sua música. Mas era o começo. Um sucesso maior a aguardava: Back to Black.

Com músicas que entraram para o repertório musical de uma geração, Back to Black (2007) é o ponto alto da carreira de Amy Winehouse. Com uma musicalidade fantástica, esse CD foi o mais vendido do ano em que foi lançado, tendo uma de suas músicas escolhida, Rehab, como a mais influente dos anos 2000-2009. De 6 indicações para o Grammy 2008, Amy ganhou 5. Ela arrebatava tudo e todos com suas músicas. Mas sua vida pessoal atrapalhou. Mesmo sendo um talento inconteste da música, na vida pessoal Amy não tinha tanto talento assim. Tendo um relacionamento conturbado com Blake Fielder-Civil, homem que é opinião quase unânime de ter sido uma péssima influência para a cantora, Amy entrega-se ao álcool, as drogas e ao sexo de forma descontrolada. Começa então a decrescer. Se apresentando bêbada, batendo em fãs, se drogando cada vez mais, Amy decai vertiginosamente. Sua vida se torna um lamaçal pegajoso, donde parece que ela não tinha forças para se libertar. Com o aspecto físico frágil e debilitado com apenas 27 anos, ela parecia que ia quebrar ao meio em cada apresentação de tão magra e cambaleante.

Encontrada morta neste sábado, dia 23, em seu apartamento no norte de Londres, possivelmente vítima de uma overdose de drogas, Amy Winehouse deixa um legado fabuloso para a música, mesmo tendo gravado apenas 2 CD’s (e tendo abandonado um terceiro trabalho, do qual provavelmente virão músicas inéditas). Assim como Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy segue a síndrome dos 27. Grande talento que se vai sem ainda ter-nos oferecido tudo o que sua imensa inventividade musical seria capaz de nos dar. Uma das maiores perdas da música atual. O mundo fica mudo. Perde uma de suas mais incríveis vozes.

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Sobre Ricardo Silva

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Uma resposta a Sexo, Álcool, Drogas, Jazz e o triste fim de Amy Winehouse

  1. thatty_gata09@hotmail.com diz:

    noosaa ke penaa ke vc foi amy

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