Jesus morreu por quem?


Um casal perfeito foi criado. Sem mácula. Criaturas provindas de um ser absolutamente perfeito chamado Deus. Esse ser deixou-os livres num lugar, adivinhe, também perfeito. Tudo estava imiscuído da perfeição. Nus, livres, leves, soltos e sem nenhuma regra. O casal vivia num êxtase. Opa! Sem nenhuma regra não! Eles tinham uma: não tocar numa árvore especial que existia ali, uma árvore que tinha um fruto proibido a eles.  Mas, com essa mania humana de desobedecer, eles tocaram na dita árvore e cometeram assim o primeiro pecado da Terra. Essa desobediência trouxe terríveis consequências: a dor na hora do parto, abrolhos, cardos e, o pior, a morte. Todos os humanos que surgissem a partir daquele fatídico momento estariam marcados com o ignominioso sinal do pecado e fadados a sua catastrófica consequência: a morte. Não uma mera morte mas a morte eterna. Contudo Deus, na sua infinita sabedoria, providenciou à humanidade um plano: o Plano da Salvação (sim com as letras maiúsculas). Esse plano consistia no seguinte: como a humanidade estava contaminada pelo pecado e Deus não queria que nós sofrêssemos a consequência dele, deveria haver um sacrifício que nos substituísse, que morresse por nossos pecados. Só que esse sacrifício não poderia ser feito por qualquer um. Deveria ser executado por um Deus, pois se fosse por um humano, por mais excelente e grande de caráter que fosse, seria apenas um pecador morrendo por seus próprios pecados, o que não teria validade salvífica nenhuma. Quem fosse morrer no lugar da humanidade deveria ser alguém sem mácula ou mancha algum do pecado, um Deus! Para que isso acontecesse, o próprio Deus transfigurou-se na humana imagem e cá entre os mortais veio viver, e também morreu. O nome desse Deus era Jesus Cristo de Nazaré! Bom, a morte de Jesus trouxe para a humanidade a salvação e a possibilidade da vida eterna.

Essa história você conhece desde quando foi posta na sua cabeça desde pequeno, seja na catequese, seja lá na escola dominical ou sabatina. Mas essa versão dos fatos, não é bíblica. Ela provém de uma interpretação que demorou mais de mil anos para corroborar-se. A história do jeito que foi contada no parágrafo acima foi exposta pela primeira vez por Anselmo no ano de 1097. Foi ele que formulou toda a lógica do Plano da Salvação, com seus argumentos que, dentro do seu campo de conhecimento, possuem uma lógica portentosa. Sabendo disso, uma pergunta intrigante surge: por que e por quem Jesus morreu então?

Para se obter essa resposta devemos buscar o relato histórico-bíblico mais antigo que se tem registro, que é o evangelho de Marcos, escrito por volta do ano 70 d.C. Marcos não foi o primeiro a falar sobre a morte de Cristo, pois quem está neste posto é Paulo (vide Hebreus 9: 26 – 28, 30). No entanto Paulo não conta uma história, tal qual Marcos o faz. Por isso Marcos é o texto-base para visualizarmos como a morte de Jesus é tida antes das doutrinas e interpretação cristãs posteriores.

No relato de Marcos não existe nenhuma referência a morte de Jesus como substituição de pecado algum. O problema é a carga de informações prévias que se carrega na hora de leitura do evangelho, o que influencia na real compreensão do texto. Para Marcos, Jesus morreu por uma causa bem específica. Nas três previsões de morte existentes neste evangelho, nenhuma diz que Jesus veio morrer no lugar de pecador algum. O que estas previsões (ou profecias, caso prefira assim) falam é apenas do local, que seria Jerusalém. Devemos ter em vista a situação política da época da vida de Jesus. Jerusalém estava sob a tutela de Roma. Era Roma que ditava as regras e os judeus se sujeitavam a elas. Os líderes religiosos se subjugavam a ela. Jesus era um crítico disso. Ao contrário do que se costuma pensar, Jesus não foi um crítico do judaísmo, mas de como o judaísmo estava sendo vivido naquele momento. Jesus nunca deixou de ser judeu e sob esta condição morreu. Voltando a posição de Jesus como um crítico políticos dos líderes do templo. Como um crítico ferrenho, Jesus estava suscitando inimizades com gente do alto escalão, tanto do Sinédrio, quanto dos governadores das províncias que pertenciam a Roma. E como todo estorvo deve ser expurgado, Jesus foi devidamente expurgado. Assassinado pelas autoridades romanas por ser contra elas, por ser um “subversivo”. E é dessa forma que Marcos interpreta a morte de Jesus, como uma punição por ser contra o sistema de dominação. Está ausente no seu evangelho a possibilidade da morte de Jesus ser em lugar do pecador.

O problema é que como a maioria dos cristãos não possui o hábito de ler o livro que eles dizem ser o guia de suas vidas, eles não percebem que a visão habitual do momento da crucificação é uma montagem dos diversos evangelhos. Como primeiro evangelho escrito dos 4 existentes no novo testamento, o livro de Marcos é o ponto referencial para os demais evangelistas. Mesmo seguindo a história no que tange ao essencial sobre ela, Mateus, Lucas e João acrescentam detalhes inexistentes em Marcos. Verifiquemos alguns deles: O ato de Pilatos lavar as mãos do sangue de Jesus existe somente no evangelho de Mateus (27: 24,25). Apenas em Lucas há o encontro de Jesus com Herodes Antipas e também aquela famosa frase: “Pai, perdoe-os porque não sabem o que fazem” (23:34). Em João existem muito mais diálogos entre Jesus e Pilatos (enquanto em Marcos há só uma troca de palavras entre ambos), e as frases que inexistem nos demais evangelhos:  quando Jesus fala com João e a sua mãe na cruz, “Mulher, eis o teu filho” e “Eis tua mãe”; “Estou com sede” e “Está consumado” (19: 26-28, 30). O mesmo ocorre com a história do natal. Ficou claro a visão que se tem da história da morte de Jesus e do seu significado surge (muito) depois do ocorrido. Os próprios discípulos morreram sem terem essa noção da suposta função salvífica da morte de Jesus.

Como é de se esperar, a interpretação da morte de Jesus como substituição de nossos pecados nada mais é do que uma intervenção humana. Jesus não morreu no lugar de ninguém e menos ainda pelos pecados de alguém. Ele morreu por uma causa: a defensa da moral e a da espiritualidade judaica. Morreu porque estava sendo um fardo para os líderes políticos da época. Não foi designação de deus algum. Morreu como homem, por um ideal, assim como Martin Luther King. Mas foi como homem, não como um deus, ou um ser divino. Não existe salvação ou possibilidade de vivermos eternamente. Morremos e permanecemos mortos, tal qual Jesus, que morreu por ninguém.

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Sobre Ricardo Silva

Sem talento para auto definições.
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12 respostas a Jesus morreu por quem?

  1. critic diz:

    é por isso que gosto do pensamento Ateista, que a cada vez que os,
    ele se pronunciam, mais se conprova a existecia de Deus e de CRisto Jesus,
    como sempre digo, o Homem está fadado a criticar Deus, seja com uma critica má ou boa.
    O mais interresante do seu artigo é que Martin Luther King morreu por um objetivo, e são poucas pessoas que falam neste homem, fez historia, mas não mudou nada.
    Ja o nosso senhor e salvador Jesus Cristo, sendo Deus mudificou o pensamento Humano,
    e hoje é o maior sistema, salvador do Mundo, todos falam desse Homem divino, ele foi o Unico que,
    Fez a revolução no pensamento Humano, sem levantar as mãoS, pra niguem, nunca levantou uma arma!
    e sabe de uma coisa jesus morreu por você, não importa se você acredita ou não nele, a escolha é sua!
    Que Deus te Abençoe!

  2. MiguelConraado diz:

    apenas discordo totalmente de todo esse bla bla bla… nós humanos somos retardados por natureza.

  3. André Renato Lobo Amoras diz:

    “Mais uma vez Renato vocês caem na problemática do “ouvi falar” ou do “eu compreendo que”.”

    Em nenhum momento disse “Eu ouvi falar” Não ponha “palavras em minha boca”

    […]

    “Assim como um verdadeiro muçulmano tem que seguir as riscas a moral do alcorão, ou um judeu do tamult, os cristãos tem que apenas crer na bíblia e seguir o que ela ensina.“

    Serio mesmo? Ora então porque os Cristãos eles não fazem de acordo com os mandamentos?
    E um erro muito grande do Cristão achar que o mandamento e apenas “ame o teu próximo como a ti mesmo”

    Existem mais de 600 mandamentos na biblia

    E como um rapaz disse uma vez:

    “Não sei por que tantas religiões por causa da Bíblia…
    A Bíblia não é uma só?
    Ai tem os tais Evangélicos que seguem só a parte que gostam…
    Depois vem os Católicos que seguem só a parte que gostam…
    E também tem os judeus seguem só a parte que gostam.
    Pra mim ou segue tudo, ou não segue nada.”

    […]

    Prosseguindo…

    “O bem e o mal é relativo para Deus, somente ele sabe diferenciar.”

    Como assim? Esta chamando os seres humanos de retardados?

    Vou lidar um exemplo:
    Um homem matou a mulher e os filhos e disse ter matado por amor
    Pra Mariazinha isso é bom, pois ele fez por amor.
    Pra Joãozinho isso é ruim, pois ele não tem o direito de tirar a vida de ninguém.

    Bem e Mal varia de pessoa pra pessoa.

    […]

    Ainda sobre a questão de Deus ser Jesus:
    1 corinthios 11:3 é uma passagem muito machista, estranho voce ter citado ela.. voce concorda mesmo com essa passagem?

    “Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.” (1 corinthios 11:3)

    […]

    1 Coríntios 15:28 e João 5:19 só nos mostra que a bíblia tem contradições

    Sim pois em João 10:30 Ele diz: “Eu e o Pai somos um”
    E também em João 14:09: “Quem me vê, vê o Pai”

    […]

    “O que mais me toca é ouvir de uma pessoa “cristã”, que Jesus pecou.”

    Então voce esta dizendo que Jesus não pecou?

    Mais uma vez a bíblia discorda de voce Miguel .

    “Mateus 12:1 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer.
    Mateus 12:2 Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.”

    Jesus e seus discípulos deveriam ter sido apedrejados por colherem espigas no sábado, tal qual o homem que foi morto por colher lenha em Números 15:37-38.

    […]

    “entendo que esse papo de ateísmo é pretexto pra muitos que se julgam mais espertos e equilibrados consigo mesmo.
    Eu apenas tenho pena dessas pessoas. Geralmente são decepcionadas.”

    Triste saber que voce pensa assim.

    Ahh antes que eu esqueça

    “2º. Jesus nunca foi Deus, e sim filho dele como todos nós, porém um filho espiritual e angelical criado mt antes de adão e eva – assim como o próprio Lúcifer -. A bíblia eh repleta de versículos que demonstram isso.”

    Cadê os tais versículos?

    Paz & Bem

  4. MiguelConraado diz:

    Ouçam, se forem Ateus, nunca confrontem-se com os que não são, é um prazer pra quem tem fé acreditar em Deus e reconfortante. Assim como é maravilhoso contemplar o por do sol e agradece-lo por nos dar essa oportunidade de o ver. Eu entendo que esse papo de ateísmo é pretexto pra muitos que se julgam mais espertos e equilibrados consigo mesmo.
    Eu apenas tenho pena dessas pessoas. Geralmente são decepcionadas.

    • É melhor estar numa sala e saber que ela é uma sala com um sofá, do que estar lá de olhos vendados e deduzir de que ela é uma sala com um sofá. Agora, se você realmente acha que ser “esperto e equilibrado” é pretexto, isso é uma prova de como você não faz questão nenhuma de enxergar as pessoas como elas são. =)

  5. MiguelConraado diz:

    Falei pro Ricardo que não gosto de entrar e discursão sobre Deus. Eu tive muito trabalho para poder crer que ele existe e sobre sua divina presença. Mais uma vez Renato vocês caem na problemática do “ouvi falar” ou do “eu compreendo que”. Assim como um verdadeiro muçulmano tem que seguir as riscas a moral do alcorão, ou um judeu do tamult, os cristãos tem que apenas crer na bíblia e seguir o que ela ensina. Isso é fé! Não existe meio termo pra isso, não se pode sentar-se na mesma mesa que Deus e o diabo.

    – O bem e o mal é relativo para Deus, somente ele sabe diferenciar.
    – Quanto a questão de Deus ser Jesus:
    “1 corinthios 11:3
    1 corinthios 15:28
    João 5:19”

    – O que mais me toca é ouvir de uma pessoa “cristã”, que Jesus pecou. Poxa, não acreditar na bíblia não é ser cristão. É no mínimo discordar da divindade de Deus e seu Filho.

    Por isso não costumo entrar em debate sobre essa questão, as pessoas temam em criar ideias ou formular coisas incoerentes com o que a Bíblia nos mostra. SER CRISTÃO É TER FÉ E ACREDITAR SEM DÚVIDAS EM UMA IDEIA UM DEUS COMO A BÍBLIA INDICA.

  6. Felipe Rodrigues diz:

    Primeiramente parabéns pelo texto, não sei se é ‘novo’ esse ponto de vista, mas eu não o conhecia.

    Gostaria apenas de acrescentar…

    Caso Jesus realmente morreu por nós, como muitos defendem. É impossível analisar toda essa história sem voltar ao início, ao pecado original.

    A história toda parece uma grande armadilha de deus para os homens. Ele cria o inferno, um fruto proibido, cria o homem e a mulher e por fim cria a serpente, todos os elementos que participam nessa história. Para que alguém consiga enganar outro, é preciso que seja mais inteligente, mais esperto. Então como a serpente foi capaz de enganar o homem, aparecer uma dúvida, será que o Homem é realmente a criatura preferida de deus?

    Deus sendo oniciente, já sabia como tudo ia acontecer. Então ele cria um cenário onde o homem já está fardado a errar e o inferno está lá para te punir. Então todos os homens já nascem culpados.

    Então entra Jesus na história, para que deus faça o papel de bondoso. Para a continuação do meu argumento, usarei o paradoxo da Santíssima Trindade, da qual a maioria das pessoas que eu já perguntei aceitam.

    Então, o Espírito Santo, ele mesmo, vai até Maria e a ‘engravida’, sendo o filho ele mesmo. Como o Ricardo disse, foi um sacrifício de um Deus, mas esse sacrifício foi para si mesmo. E vendo a história toda, não há nenhum sacrifício no final das contas. Deus vem para a Terra, sofre como um humano, morre, fica 3 dias no inferno, depois ressucita e volta para o céu para reinar sobre todos nós. Alguém pode me dizer onde está a ‘perda’, o sacrifício?

    E por mais absurdo que seja, vamos considerar que houve um. Ele fez um sacrifício para si mesmo, faz toda essa história absurda, ao invés de apenas perdoar, considerando também que foi um erro dos humanos.

    Na primeira vez que li a bíblia, achei que a história de Noé, era a mais absurda, mas sempre tem como se surpreender com esse livro.

    Pode até ter existido um Jesus Cristo, pode até ter morrido por nós, mas deus continua sendo o maior ‘troll’ da história. Se ele existisse.

    🙂

  7. André Renato Lobo Amoras diz:

    Pontos interessantes de MiguelConraado
    Vamos lá:

    “1º. Devemos ter em mente que Deus é um ser Acima do bem e do mal, a árvore é um conhecimento que só ele tem: o de decidir o que é o bem e o que é o mal.”

    Bem e Mal são coisas relativas.

    […]

    “2º. Jesus nunca foi Deus, e sim filho dele como todos nós, porém um filho espiritual e angelical criado mt antes de adão e eva – assim como o próprio Lúcifer -. A bíblia eh repleta de versículos que demonstram isso.”

    Mostre-nos os tais versículos

    […]

    “3º. Deus não encarnou ninguém! onde na bíblia você viu isso? deixa eu adivinhar… vc não viu, mas sim é um ensinamento católico.”

    A Bíblia discorda de voce
    João
    “1:1 No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.”

    “1:3 Todas as coisas foram feitas por intermédio “Dele”, e sem Ele nada do que foi feito se fez.”

    “ 1:10 O Verbo estava no mundo ,o mundo foi feito por intermédio “Dele”, mas o mundo não o conheceu.Veio para os que eram seus e os seus não O receberam…”

    “1:14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…”

    Mas quem é o “VERBO”?
    Verbo significa “Palavra”, designa ação.

    Então vamos substituir o termo Verbo. “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus”. Isto ‘não’ significa que a Palavra estava do ‘lado’ de Deus e sim a Palavra era Deus.

    O mundo foi feito por intermédio da Palavra. “Gen 1:3 “Disse” Deus: HAJA LUZ…”

    A Palavra se fez “carne” e habitou entre nós: Jesus é a Palavra que veio como homem e habitou entre nós.

    Esta foi a maior manifestação de Deus aos homens: Jesus (homem) é o testemunho de Deus, foi o maior meio de comunicação entre Deus e o homem, quando Ele mesmo veio na Terra, como homem, para nos “redimir e salvar”. A parte humana foi chamada de “Filho de Deus”.

    Deus enviou um Salvador do mundo, e está escrito que Ele mesmo veio como Salvador do mundo, mas não veio como Espírito e sim como homem.

    O VERBO ‘se fez’ CARNE. Está escrito que Deus derramou seu próprio sangue.

    Mas como quase tudo na bíblia existe contradição:

    Jesus é igual ao pai (João 10:30). É inferior (João 14:28) Não conhece os segredos do pai (Marcos 13:32). Aliás, como fica o dogma da Santíssima Trindade, depois disto?

    […]

    “4º. Se Deus tem o poder de dizer o que é bom e o que é mal, porque ele teria que vir a terra? A bíblia fala que ninguém nunca viu a face de Deus. Jesus era seu enviado para testá-lo, sim, pois assim como os homens, os próprios anjos gozam de livre arbítrio – os demônios escolheram confrontar a Deus, assim como todos os outros desejaram adorar somente a Deus -. Ora pensar que Deus veio à terra é no mínimo falta de leitura na Bíblia, ou de falta de compreensão da mesma.”

    1º Quanto a “porque ele teria que vir a terra?” Essa resposta voce já tem, basta ler o texto do Ricardo Silva

    2º Quanto a “A bíblia fala que ninguém nunca viu a face de Deus” voce esta certo e errado. Sim, pois existem contradições quanto a isso

    Ninguém jamais viu a face de Deus (João 01:18, 06:46 e 04:12). Muitos viram (Gênesis 32:30, Êxodo 24:09-10 e 33:11, Números 14:14, Jó 42:05, Deuteronômio 05:04 e 34:10, Salmos 63:02, Isaías 06:01-05, Amós 07:07-08 e Ezequiel 20:35)

    […]

    “5º. Jesus deixou para os homens, o exemplo de conduta para se tornar um servo de Deus, e não para se diviniza. Esse também é mais um erro dos católicos. O que falar das práticas católicas de divinizar homens pecadores, como seus “Santos”.”

    E verdade ver Lucas 19:27
    “Quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e MATAI-os perante mim”

    “O que falar das práticas católicas de divinizar homens pecadores, como seus “Santos”.”

    Pergunto: E Jesus nunca pecou?

    […]

    “6º. Os livros da bíblia não tem essa incoerência que li no texto, eu não consegui identificar nenhuma parte que fizesse descrer o livro sagrado.”

    O engraçado e que não precisamos crer em Adão pra herdar a morte, mas precisamos crer em Cristo pra herdar a vida.

    Nós somos “Frutos do Pecado”

    Paz & Bem

  8. MiguelConraado diz:

    hauihauha,… mais uma vez um indivíduo que não lê direito a bíblia, e ainda não consegue separar ensinamentos católicos, dos cristãos primordiais.
    Vejamos,
    1º. Devemos ter em mente que Deus é um ser Acima do bem e do mal, a árvore é um conhecimento que só ele tem: o de decidir o que é o bem e o que é o mal.
    2º. Jesus nunca foi Deus, e sim filho dele como todos nós, porém um filho espiritual e angelical criado mt antes de adão e eva – assim como o próprio Lúcifer -. A bíblia eh repleta de versículos que demonstram isso.
    3º. Deus não encarnou ninguém! onde na bíblia você viu isso? deixa eu adivinhar… vc não viu, mas sim é um ensinamento católico.
    4º. Se Deus tem o poder de dizer o que é bom e o que é mal, porque ele teria que vir a terra? A bíblia fala que ninguém nunca viu a face de Deus. Jesus era seu enviado para testá-lo, sim, pois assim como os homens, os próprios anjos gozam de livre arbítrio – os demônios escolheram confrontar a Deus, assim como todos os outros desejaram adorar somente a Deus -. Ora pensar que Deus veio à terra é no mínimo falta de leitura na Bíblia, ou de falta de compreensão da mesma.
    Lembrando que Jesus veio à terra para reinar sobre os homens, e que por causa dos fatores políticos como o Ricardo disse, foi assassinado. Mas João diz, que, quando o Anjo Miguel (Jesus Ressuscitado) retornou ao céus, haviam miríades de anjos prestando homenagens a ele e a seu Pai, Deus. Jesus por sua vez, na mesma visão de João, estava prostrado sobre seu Pai.

    5º. Jesus deixou para os homens, o exemplo de conduta para se tornar um servo de Deus, e não para se diviniza. Esse também é mais um erro dos católicos. O que falar das práticas católicas de divinizar homens pecadores, como seus “Santos”.

    6º. Os livros da bíblia não tem essa incoerência que li no texto, eu não consegui identificar nenhuma parte que fizesse descrer o livro sagrado.

  9. acho que existe um equívoco em toda essa argumentação…
    o primeiro a escrever sobre cristianismo,foi Paulo de Tarso (que inclusive foi o provável criador dessa palavra) e o centro das mensagens de suas cartas e a salvação eterna e o amor de Deus,que tbm é tratado muito claramente nas cartas de outros apóstolos.O livro de apocalipse faz uma grande ilustração de toda a promessa de salvação que permeia o cristianismo,portanto acho que os apóstolo tinham sim plena consciência disso…

    • Perdão: de que texto você está falando? Não falei do Cristianismo, falei da morte de Jesus como tendo uma função salvífica. Aliás no texto mesmo digo que quem foi o primeiro falar sobre a crucificação de Jesus, mas não como narrativa tal qual fez Marcos.

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