Bandas para não se deixar de ouvir


Todos têm uma ou algumas bandas que são as suas preferidas. Elas mudam com o tempo. O que há tempos atrás era a música que mais ouvíamos, hoje nem nos lembramos mais da letra. E assim as coisas vão. Sua banda preferida de hoje, talvez não seja mais amanhã. Mas uma coisa não se pode negar: todos têm uma banda preferida.

Não existe lista nesse mundo que agrade todo mundo. Porque toda lista atende a exigências subjetivas, pessoais. Essa lista aqui é minha e compreende a apenas as bandas mais recentes, o som das quais eu não posso ficar sem. Não são as bandas de minha vida, ou as melhores de todos os tempos. Mas são aquelas cujas músicas registram bons momentos da minha existência e que preenchem os meus requisitos de uma boa banda. Uma banda que faça música de verdade.

Essa coisa de música de verdade é o que menos ser vê por aí, com a massificação da burrice e do mal gosto musical. Gosto não se discute. Se discute sim, principalmente se for mal gosto. Mas não quero perder linhas com isso. Vamos às bandas.

  1. The Strokes

Banda de rock estadunidense. O rock estava morrendo a míngua, quando o The Strokes aparece com o EP The Modern Age (2000). Uma nova era da música (sem exagero de fã) se inicia. Numa mistura de indie, rock alternativo e de garagem, a banda capitaneada por Julian Casablancas revitalizou aquilo que chamamos de rock. Foi com o cd Is This It (2001), que é, indubitalvemente, um dos melhores CDs da banda. O cd que fez a banda conseguir cair nas graças do público e da crítica. E alguns críticos ousaram dizer que foi o renascimento do rock de verdade. Uma banda para se ouvir, com músicas para bater a cabeça.

       Componentes:

Julian Casablancas – vocais; Nick Valensi – guitarra; Albert Hammond Jr. – guitarra; Nikolai Fraiture – baixo; Fabrizio Moretti – Bateria.

      Principais discos:

 Is This It (2001); First Impressions Of Earth (2006) e Room On Fire (2003)

     Site oficial: TheStrokes.com

2. Arctic Monkeys

Tendo sua origem numa banda formada por amigos de escola, Arctic Monkeys é um das principais bandas da cena indie contemporânea. Com influências do indie rock, do rock alternativo e de garagem, post-punk revival, Alex Tuner e seus amigos fazem músicas eletrizantes, com uma mesclagem musical diferenciada. Com o álbum Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006), eles atingiram a maior vendagem num álbum de estréia em toda a história da música britânica, ultrapassando o fabuloso  Definitely Maybe do Oasis. Uma banda com um som indie rock e alternativo, com estética cool, que merecer ser ouvida todos os dias.

      Componentes:

Alex Turner – guitarra e vocal; Jamie Cook – guitarra; Nick O’Malley – baixo; Matthew Helders – bateria e vocal de apoio

     Principais discos:

Favourite Worst Nightmare (2007); Humbug (2009)

    Site Oficial: ArcticMonkeys.com

3. Beirut

Orquestra liderada por Zach Condon, Beirut é uma combinação de folk e indie (mesmo alguns discordando disso), ou de um indie-folk (caso prefiram assim), até do pop. Com uma gama de sonoridades, provindas da junção de instrumentos incomuns, o Beirut faz música para se deleitar. Um som gostoso, suave, e com diversas camadas que se sobrepõe, e se juntam num todo harmonioso e poético. Explorando uma temática romântica, deslumbrada com a vida (e os porres que ela nos oferece), Beirut é uma banda (ou orquestra por ser formada por tanta gente) que nos faz ver que a vida ainda tem algumas belezas, que ela ainda tem um lado bom, que dá para suportá-la.

      Componentes:

Zach Condon Perri Cloutier, Hari Ziznewski, Jason Poranski, Nick Petree, Kristin Ferebee, Paul Collins, Jon Natchez, Kelly Pratt e Tracy Pratt.

      Principais discos:

Gulag Orkestar (2006); March Of The Zapotec/Realpeople Holland (2009) – EP

     Site Oficial: BeirutBand.com

4. Queens Of The Stone Age

Desde 1997 que o Queens Of The Stone Age está na ativa e cada vez mais está a se consolidar com uma das melhores bandas de hard rock do mundo. Numa mescla que recebe influências das mais diversas fontes musicais, o QotSA (como a banda costuma ser referenciada) já alcançou o status de banda cult no rock. Um grande destaque são os clipes da banda, com motoqueiros , mulheres insaciáveis (Sick, Sick, Sick) e destemidas (3’s and 7’s), e um visual vintage (Make It Wit Chu)  e em outros em animação digital (Go With The Flow). Josh Homme conduz a banda com pulso de gênio. Eles criam músicas de rock alternativo e também com uma levada de stoner rock (um sub-gênero musical) que é dançante e potente.

     Componentes:

Josh Homme – vocal, guitarra e baixo (desde 1997) Troy Van Leeuwen – guitarra, baixo e Lap Steel – guitarra havaiana – (desde 2002); Joey Castillo – bateria (desde 2002); Michael Shuman – baixo; Dean Fertita – teclado.

     Principais discos:

Rated R (2000); Songs for the Deaf (2002); Lullabies to Paralyze (2005); Era Vulgaris (2007).

    Site oficialQotSA.com

5. Radiohead

Propositalmente a última banda desta curta lista, porque se fosse em termos de predileção ela seria a primeira. A coloquei em último por ser a mais difícil das bandas contemporâneas. Uma banda cabeça (como o próprio nome da a entender). Uma banda genial na acepção mais pura da palavra. Com uma rica criatividade musical, o Radiohead está no panteão máximo das melhores bandas do mundo (não importa de que estilo estejamos falando). Compondo músicas de rock alternativo, rock experimental, música eletrônica, com uma influência do jazz, do post-punk, e mesmo de hip-hop experimental, o Radiohead fez discos que são clássicos da música contemporânea. Explorando guitarras distorcidas, sintetizadores, camadas musicais refinadas, a banda é um dos ícones do cool, e do Cult. Acrescentando a isso, a profunda intelectualidade das letras. Radiohead é uma banda politizada e que não compõe para um grande público por assim dizer, haja vista as referências mais intelectuais que fazem em suas canções e que fogem dos mais ouvintes mais despercebidos.  

       Componentes:  

Thom Yorke – vocal, guitarra, violão e piano; Ed O’Brien – vocal de apoio, guitarra e percussão; Jonny Greenwood – guitarra , teclado, glockenspiel, ondas martenot e outros; Colin Greenwood –  baixo e teclado; Phil Selway – bateria e percussão.

      Principais discos:

Pablo Honey (1993); The Bends (1995); OK Computer (1997); Kid A (2000); Amnesiac (2001); Hail to the Thief (2003); In Rainbows (2007); The King of Limbs (2011)

     Site oficial: Radiohead.com

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Sobre Ricardo Silva

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6 respostas a Bandas para não se deixar de ouvir

  1. Laila diz:

    Porra gostei demais de sua pequena lista,sinceramente tens um gosto musical muito refinado!adorei, so ñ conhecia essa banda chamada beirut.

  2. Beirut é a segunda banda que eu mais escuto e Radiohead é a sétima. BTW, curto Strokes e não curto o som do Arctic Monkeys e do QotSA, até porque conheço muito pouco deles.

    Ótimo gosto!

  3. Fernando diz:

    Boa lista, pra mim faltou Darwin Deez…

  4. Só música boa, nossa nossa.

  5. kdanada diz:

    O conceito de bom e ruim é tão relativo Ricardo, mas descobri que temos algo em comum o gosto pela música, gosto muito de Beirut e Radiohead.
    Abços!

  6. Kssiddy Weslley diz:

    Essas realmente são bandas que se preze.
    Gosto de todas essas bandas, mas não tenho uma preferida. As músicas que conheço delas sempre ocupa a minha atenção em momentos diferentes, por isso não colocaria colocações.
    É uma ótima lista. Mostrando que tens bom gosto pra música e um vasto conhecimento sobre estilo de mísica
    Parabéns!

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