O universo paralelo da Copa


Meu Brasil, brasileiro, esse gingado, esse jeito. Que maravilha de país! Ainda mais agora que estamos sediando o mais fantástico dos eventos do mais adorado esporte: A Copa Do Mundo (assim, com tudo começando em maiúsculo). Como estamos felizes! Nós, o país do futebol (e de outras tantas coisas que não podem ser ditas assim, em público), somos só alegria! Tudo graças aos nossos fabulosos parceiros da Fédération Internationale de Football Association, vulgo FIFA (e eu jurando que a sigla era algo como Filhos Ingratos que Furtam Adoidado). Graças a eles, que foram tão queridos e votaram no nosso país, estamos em êxtase por tudo o que tem acontecido por aqui, nas terras da seleção canarinho, a nação ideal para ser sede da Copa. Porque, meus amigos, não tem choro e nem vela: vai ter copa sim!

copadomundo

Tanto vai ter que já começou hoje, com a estreia fabulosa da nossa seleção, aquela pela qual os publicitários da Globo dizem que nos transformamos em um só. E como foi bonito, como foi belo! A abertura foi um show de bola! Organizada, por meio de um concurso discreto e nacional, por todos os alunos da oitavo ano do ensino fundamental da rede pública de escolas do nosso país, a abertura foi um espetáculo. E nós, que estávamos bastante preocupados com o que a tal da comunidade internacional (aquele grupo de países fifis que gostam de ficar fofocando da vida de um e outro) ia falar de nós, esfregamos na cara, lacramos tudo com a nossa abertura. Só tenho lido elogios rasgados! Continuar a ler

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Sacando dos rolezinhos


Vamos dar um rolê por ai? Chamar uns amigos e ver o que está rolando de top nas vitrines massas lá do shopping da cidade? Chama os irmãos do setor que hoje vamos ostentar!

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O (falso) discurso inclusivo da classe branca de classe média é totalmente derrubado com a reação dada aos rolezinhos. Os brancos ricos e consumidores vorazes não suportam a ideia de conviver de forma tranquila e, principalmente, normal com aqueles durante o dia são os seus empregados ou estão isolados nos “distritos sociais” longe do olhar cotidiano da classe média brasileira. Continuar a ler

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O submerso mundo de Caroline Mackintosh


Caroline Mackintosh - Thigh Deep.1Quando a pele toma textura, quando a respiração prende, e o corpo submerge. A água tem o poder de nos transformar, de deixar-nos em outra dimensão de relação conosco, e com o todo que nos rodeia. A sensação de estar concentrado no seu próprio corpo e senti-lo de outra forma, é conseguir dimensionar nossa potência corporal. E a fotógrafa Caroline Mackintosh nos permite isso com a sua série fotográfica Thigh Deep. Confira: Continuar a ler

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O homem que demonstra


Homem-ChorandoMuito se tem reclamado a respeito de o quanto nos mantemos presos a velhas roupagens de pensamento, de o quanto o mundo de hoje é a apenas a sofisticação das estupidezes de ontem, de o quanto estamos apenas reforçando antigos erros. Em parte, isso tem seu lado (lados, eu diria) de razão (razões também, não?). O humano é a perpetuação da ignorância (característica essa exclusiva sua). E das várias ignorâncias tradicionais que alimentamos, uma das piores ainda é o machismo: aquilo que você nega ter, mas demonstra o contrário todos os dias.

O machismo é a representação áurea da capacidade de um gênero conseguir definir superioridade por meio da força física. Não preciso me prolongar em dizer que a origem do machismo está na força: do caçador que conseguia arrecadar mais caças, do macho alfa que conseguia matar de forma mais cruel os seus inimigos, do homem mais forte da tribo que conseguia ser o mantenedor do maior número de fêmeas. Assim se deu a base do que hoje chamamos machismo. Hoje, essa primeira característica, se mantém, com poucas ou quase nenhuma mudança. E dessa primeira característica, originou-se outro sustentáculo do machismo: a da não-demonstração de fraqueza. O que seria fraqueza pra essas mentes? Qualquer sinal de que você, homem, se assemelha ao gênero “fraco”,  mulher. Se elas não conseguem carregar peso, e você também não, fraco; se elas choram, e você também, fraco; se elas se desesperam em momentos de tensão e você também, fraco; e tantos e tantos etcs. Talvez, das bases do machismo, a não-demonstração seja uma das mais cruéis. Pois é por meio dela que você anula o que se é. Anula sua humanidade. Ou por acaso vocês ainda não perceberam que o machismo não é humano? Continuar a ler

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As religiões funcionam assim


sincretismo religioso

As religiões funcionam assim:

Quando você a critica, e expõe os seus pontos negativos e incongruentes, imediatamente os seus fiéis, percebendo a coerência das críticas (ou não), mas não querendo flexibilizar e se abrir para autocrítica (algo tão característico de seu comportamento), lança mão de todos os recursos possíveis para se defender: desqualifica o argumento (“isso que você está dizendo é um equívoco”), ofende o argumentador (“você não entendeu nada” “você é um estúpido” “você é um pecador”) ou tenta aparelhar todos os diversos grupos e/ou pessoas que a critica num bloco só, deslocando tudo pra somente um lado (claro que esse lado é o lado do mal) para conseguir se defender também de forma blocada (o clássico “como você não acredita em deus? então não acredita em nada? impossível. todo mundo tem que acreditar em algo!”). Continuar a ler

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